terça-feira, 8 de abril de 2014

O que é e o que não é santidade, por Hubert von Zeller - Parte 2

A SANTIDADE É INDIVIDUAL



Outra coisa a respeito da santidade que é preciso ter em conta desde o início é que ela não segue nenhum padrão pré definido: será a que Deus queira, e como você não é exatamente igual a nenhum outro, sua santidade não será exatamente igual a nenhuma outra. O modelo de todos os santos é Nosso Senhor e somente procurando imitá-lo é que se pode ir a alguma parte no caminho da santidade. Mas isso não significa que todos os que o sigam terminarão sendo iguais: Nosso Senhor dirige a cada um de nós um chamado específico, e cada um responde à sua maneira.

Se pedirmos um quadro da Crucifixão a vinte artistas diferentes, teremos em todos a mesma cena, mas em vinte maneiras distintas. Haverá vinte pinturas diferentes. É assim que Deus quer que lhe respondamos: cada um do seu jeito. Seria uma tolice que um dos artistas se dedicasse a copiar exatamente o que seu vizinho estivesse pintando, da mesma forma seria uma tolice um seguidor de Cristo dedicar-se a copiar exatamente a santidade particular de um outro. O que deve fazer, já desde o início, é concentrar-se em seguir a Cristo.
Considerar o modo como outros seguiram Nosso Senhor pode ser uma ótima ajuda, assim como ver como os outros pintam, mas Cristo – que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14, 6)– quer que você dê algo seu, pessoal, algo que não seja simplesmente uma cópia. Os santos fazem obras primas por serem parecidos com Cristo, não por serem parecidos com os outros. Imitemos, sem dúvida, o modo de caminhar dos santos, mas de modo algum copiemos os resultados. Deus quer um retrato original: não uma falsificação.

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