sexta-feira, 27 de abril de 2012

15. Como deve se comportar quem sente uma inclinação sexual por uma pessoa de mesmo sexo?


Se queremos comunicar algo não podemos usar as palavras na ordem que queremos. A linguagem tem suas próprias leis, suas gramáticas, que não depende somente do meus sentimentos ou minhas inclinações. Pois bem, o mesmo modo ocorre com amor e sua linguagem.

Por isso, não é suficiente que sinto em mim uma inclinação para que um ato sexual seja bom. Faz falta que me expresse segundo a linguagem do ato conjugal, que viva integralmente seus significados objetivos e corpóreos. Qual são estes significados? A união de homem e mulher é uma diferença sexual, que é capaz de criar comunhão e se fazer fecunda porque está aberta à vida. São precisamente esses os significados que a relação homossexual carece. Se uso a linguagem da sexualidade contra estes significados, não estou comunicando a verdade do amor, vivo uma ficção.
É importante distinguir: quando digo que realizar um ato homossexual é mal não estou dizendo que a pessoa com inclinação homossexual é má. Os atos são intrinsecamente maus: carecem dos significados básicos para realizar a comunhão de pessoas por meio da sexualidade. A pessoa não é mal por sentir essa inclinação.
Ao dizer que os atos homossexuais são maus não estamos discriminando ninguém. Em vigor, os significados da sexualidade são objetivos e válidos para todos, igual uma linguagem que tem a mesma gramática para todos.
O que se pede a pessoa que experimenta inclinações homossexuais é o que se pede a todos: viver a castidade no próprio estado de vida. É verdade que esta pessoa pode sentir maior dificuldade subjetiva para isso, segundo a força desta inclinação desordenada. Por isso se requer uma ajuda próxima e compreensiva por parte da comunidade eclesial.  
João Paulo II

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